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domingo, 25 de novembro de 2012

AMOR FRATERNAL

O Amor Fraternal: A Evidência da Vida no Espírito

Não há advertência mais profunda e relevante nas Escrituras quanto ao uso dos dons espirituais, sem o devido fundamento do amor, aquela registrada por Paulo aos crentes em Corinto.

A igreja de Corinto era espiritualmente vibrante, mas carecia de maturidade emocional e relacional. Paulo reconhece a atuação dos dons entre eles (1Co 1.7), mas chama atenção para o fato de que, sem amor, até mesmo os dons mais extraordinários se tornam vazios de valor eterno (1Co 13.1-3).

O apóstolo afirma, com clareza em (1Co 12.31), que o amor é o dom "mais excelente", pois ele é o fruto do Espírito que dá sentido a todos os demais dons (Gl 5.22). O amor fraternal, portanto, não é opcional para o cristão, é evidência da sua regeneração, da habitação do Espírito e da nova natureza recebida em Cristo (1Jo 4.7-8).

O amor é nossa responsabilidade mútua

"Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?" (Gn 4.9)

Desde o princípio, Deus nos responsabiliza por nossos irmãos. O amor fraternal nos chama à responsabilidade de uns pelos outros, combatendo o individualismo e o egoísmo que é a marca do mundo caído.

O amor perdoa e acolhe quem nos feriu

"Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito" (Gn 45.4)

José é o exemplo do perdão divino em ação humana. Ele acolhe seus irmãos mesmo após a traição, imagem profética de Cristo que, na cruz, orou: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23.34).O amor não guarda rancor (1Co 13.5).

O amor acolhe o estrangeiro e o diferente

"Como o natural, será entre vós o estrangeiro... amá-lo-eis como a vós mesmos" (Lv 19.34)

O amor fraternal estende-se ao estranho, ao que é diferente de nós. A verdadeira fé é marcada pela hospitalidade, pelo respeito à dignidade humana e pela memória de que fomos forasteiros espirituais antes de sermos acolhidos por Deus (Ef 2.12-13).

O amor é inseparável da comunhão com Deus

"O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade" (Sl 15.2)

A proximidade com Deus exige santidade relacional. Não há permanência na presença de Deus sem retidão no trato com o próximo. Isso inclui evitar fofocas, julgamentos e desprezo (Tg 4.11-12).

O amor perdoa como fomos perdoados

"Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Sl 86.5)

Deus nos perdoou abundantemente em Cristo (Cl 2.13). Se fomos perdoados, também devemos perdoar (Ef 4.32), pois o perdão é o caminho da liberdade e da restauração.

O amor cristão ama até os inimigos

"Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5.44)

Jesus nos chama a transcender a lógica humana do “olho por olho” e a viver o amor como expressão do Reino de Deus, mesmo quando não somos correspondidos. Esse é o amor ágape, sacrificial, voluntário e redentor.

O amor de Deus é incondicional

"Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga" (Lc 6.35)

Amamos não por interesse ou mérito do outro, mas porque o Pai é benigno até com os ingratos e maus. Se queremos ser reconhecidos como filhos do Altíssimo, devemos espelhar Seu caráter.

O amor serve sem buscar reconhecimento

"Se alguém me serve, siga-me... e o Pai o honrará" (Jo 12.26)

O verdadeiro amor tem espírito de servo, desapega-se do status e da autopromoção, e se entrega ao serviço humilde, como fez o Senhor ao lavar os pés dos discípulos (Jo 13.14-15).

O amor fraternal é o mandamento central de Cristo

"O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (Jo 15.12)

Jesus estabelece o amor como medida da maturidade espiritual. Amar como Ele amou é doar-se, é sofrer junto, é caminhar com o outro até o fim. É morrer para si mesmo em favor do irmão (1Jo 3.16).

O amor fraternal nasce da natureza divina

“Com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor… fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos” (2Pe 1.7-8)

O amor não é apenas um sentimento: é fruto de uma natureza regenerada. Ele nos livra da frieza, da amargura, do orgulho e nos torna produtivos no pleno conhecimento de Cristo.

Conclusão: O amor é o vínculo da perfeição

“Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito” (Cl 3.14)

O amor fraternal é o marco distintivo da Igreja verdadeira (Jo 13.35). Onde há amor, há a presença do Espírito. Onde há indiferença, competição e julgamento, há carência de vida espiritual.

Que o Espírito Santo nos conduza ao crescimento nesse amor, não como um ideal abstrato, mas como uma prática concreta no dia a dia. Que sejamos irmãos de verdade, servos sinceros e testemunhas vivas do amor de Deus.

Pense nisso. Viva isso. Espalhe isso.

“Amemos não de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade” (1Jo 3.18)

Graça e paz em Cristo.

Por Pr. Walker H Souza – proclamando a verdade da Palavra que transforma o entendimento. | Verdades Cristã

"Cristianismo sem verdade vira religiosidade. Verdade sem Cristo vira conhecimento vazio. O chamado apostólico continua sendo o mesmo: conhecer a Verdade, amar a Verdade e viver para a glória de Deus.

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