A RUA AZUSA E A TEOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO
Um estudo histórico, pneumatológico e teológico sobre o Avivamento de 1906
Atos 2:1–4; 1 Coríntios 12:1–11; 1 Coríntios 14:1–5; Joel 2:28–29; Atos 1:8; Atos 10:44–48; Efésios 4:11–13
Rua Azusa: A História do Avivamento que Transformou o Pentecostalismo Mundial
Poucos acontecimentos da história cristã moderna produziram impacto tão amplo sobre a compreensão e a experiência do Espírito Santo quanto o movimento que ficou conhecido como Avivamento da Rua Azusa, ocorrido em Los Angeles, Califórnia, a partir de 1906.
Entretanto, estudar Azusa apenas como um grande avivamento seria insuficiente.
A Rua Azusa precisa ser analisada também como um fenômeno histórico e teológico, especialmente dentro do desenvolvimento da Pneumatologia moderna.
Ali surgiram ou foram reafirmadas perguntas que continuam presentes na Igreja:
O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta da conversão?
Os dons espirituais continuam atuando na Igreja?
O falar em línguas possui uma função normativa?
A profecia continua existindo?
Deus ainda realiza curas extraordinárias?
Como distinguir uma verdadeira manifestação do Espírito de uma manifestação meramente emocional?
O Espírito Santo concede dons sobrenaturais à Igreja contemporânea?
Qual deve ser a relação entre experiência espiritual e autoridade das Escrituras?
Essas perguntas tornam a Rua Azusa relevante não somente para pentecostais, mas para toda reflexão cristã sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo.
É necessário, porém, começar com uma advertência metodológica: Azusa não deve ser colocada no mesmo nível de autoridade das Escrituras.
A experiência histórica pode despertar perguntas teológicas, mas quem estabelece a doutrina cristã é a revelação bíblica.
Avivamentos devem ser examinados pela Escritura, e não a Escritura interpretada simplesmente à luz dos avivamentos.
1. O CONTEXTO HISTÓRICO DA RUA AZUSA
