📘 Capítulo 7 – O Pai da Mentira e a Rebelião do Saber: A Verdade por Trás da Gnose que Seduziu o Mundo.
A origem do conhecimento corrompido não é neutra nem meramente racional, ela tem pai, intenção e uma genealogia espiritual. A Bíblia revela que existe uma linhagem de saber que não procede de Deus, mas da rebelião do querubim caído.
Jesus denuncia isso de forma contundente ao afirmar: “Vós tendes por pai ao diabo...” (Jo 8.44). Assim, o saber que se exalta como liberdade e autonomia é, na verdade, o prolongamento de uma antiga rebelião espiritual.
Este capítulo revela que o desejo de “ser como Deus” inaugurou uma forma gnóstica de conhecimento, um saber vaidoso, autônomo e homicida, que rompe com a revelação e confia na razão como autoridade última. Desde o Éden, a serpente introduziu uma sabedoria disfarçada de luz, que promete esclarecimento mas promove cegueira, oferecendo divinização em troca de separação de Deus.
Esse saber gnóstico continua se manifestando ao longo da história: de Babel ao Iluminismo, da ciência sem temor à espiritualidade relativista dos nossos dias. Trata-se de um conhecimento que se apresenta como libertador, mas que sustenta a idolatria do eu, a exaltação da criatura e a rejeição do Criador.
Jesus Cristo, a Verdade encarnada, veio para destruir as obras do diabo, inclusive o saber mentiroso que estrutura a rebelião humana. A cruz expõe a loucura da sabedoria deste mundo e nos convida a uma nova forma de conhecer: não pela vaidade, mas pela revelação; não para nos exaltarmos, mas para nos rendermos.
O verdadeiro problema do conhecimento não está em sua ausência, mas em sua origem e propósito:
Ele serve à Verdade ou edifica a mentira? Este capítulo confronta a idolatria moderna do saber e chama o leitor a discernir qual paternidade está moldando sua forma de pensar: a do Criador ou a do usurpador? Está edificando sobre a Rocha da Verdade ou sobre os alicerces do engano?
Portanto este capítulo se propõe a escavar as raízes desse conhecimento corrompido, traçando seu rastro desde a Queda no Éden até sua sofisticação nos sistemas gnósticos, filosóficos e ideológicos do presente século. O saber que se apresenta como luz, esclarecimento e libertação pode, na verdade, ser a mais refinada forma de trevas, escravidão e engano.