📘 Capítulo 8 — A Manipulação: O Engano no Jardim e a Queda do Homem
Livro: Genealogia do Conhecimento
A queda do homem no Éden não foi apenas um ato de desobediência, mas o resultado de uma manipulação estratégica da serpente. O autor revela que a tentação operou por três frentes: sentidos, vontade e ação. Eva não caiu apenas porque desobedeceu, mas porque foi seduzida por aquilo que parecia belo, desejável e sensato, um saber que atiçava a vaidade de “ser como Deus”.
A árvore do conhecimento do bem e do mal era agradável aos olhos, enquanto a árvore da vida, símbolo da comunhão com Deus, não apelava aos sentidos. Assim, a escolha humana não foi racional nem espiritual, mas estética e emocional, fruto de um engano cuidadosamente arquitetado por Satanás, que já havia aplicado o mesmo método de sedução no céu: orgulho, cobiça e distorção da verdade.
A partir da queda, o homem perde a espiritualidade original e adentra a realidade da carne, dominado por um discernimento autônomo e corrompido. O conhecimento se torna carnal, desconectado de Deus, e o homem passa a julgar por si mesmo o que é certo e errado, reproduzindo o erro da serpente, e a rebelião.
Mas o autor deixa claro: a expulsão do Éden foi também um ato de misericórdia. Deus impede o acesso à árvore da vida para que o homem não viva eternamente no pecado. A redenção em Cristo se torna, então, o novo caminho de retorno à árvore da vida. O segundo Adão reabre a porta da comunhão, agora pela fé, pelo arrependimento e pela restauração espiritual.
A grande provocação final do capítulo é: Qual árvore você escolhe?
A da aparência e da autonomia? Ou a da vida e da submissão?
A árvore da vida está disponível, mas só pode ser alcançada por quem nega a si mesmo, rompe com o projeto do conhecimento corrompido e volta-se, pela cruz, ao Criador.
Por Pr. Walker Henrique de Souza – proclamando a verdade da Palavra que transforma o entendimento.