livro Genealogia do Conhecimento

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quarta-feira, 2 de julho de 2025

PARTE 4 — A REFORMA PROTESTANTE E A REJEIÇÃO DO PAPA

 📖 PARTE 4 — A REFORMA PROTESTANTE E A REJEIÇÃO DO PAPA

“Não devemos obedecer a homens antes que a Deus.”
(Atos 5:29)

O século XVI marca uma virada radical na história da Igreja. Diante da corrupção institucional, da venda de indulgências, da opressão espiritual e da distorção do Evangelho, homens de Deus se levantaram para resgatar a verdade das Escrituras.

Eles não reformaram apenas doutrinas, mas rejeitaram o papado como heresia institucionalizada. Essa rejeição foi bíblica, teológica e histórica. Para os reformadores, o Papa não era o sucessor de Pedro — mas o Anticristo profetizado nas Escrituras.


⛪ 1. A Igreja antes da Reforma: Um império espiritual em decadência

No final da Idade Média, o Papa governava como monarca absoluto. Acumulava poder político, riquezas incalculáveis e uma corte corrupta. Indulgências eram vendidas em troca do perdão dos pecados. A salvação estava aprisionada nas mãos do clero.

A Reforma Protestante foi, portanto, uma chamada ao arrependimento — não apenas moral, mas doutrinária.


🔨 2. Lutero: “O Papa é o próprio Anticristo”

Em 1517, Martinho Lutero afixou suas 95 Teses em Wittenberg. Seu alvo inicial era a venda de indulgências. Mas ao estudar a Bíblia, Lutero descobriu que a justificação vem somente pela fé, e que Cristo é o único Mediador.

Ele escreveu:

“Negamos que o Papa seja, de direito divino, o cabeça da Igreja. A verdadeira Igreja é onde a Palavra é pregada corretamente e os sacramentos administrados segundo o Evangelho.”
(Artigos de Esmalcalde, 1537)

Na Confissão de Augsburgo, os luteranos declaram:

“O Papa é por direito humano, mas não divino; usurpou autoridade sobre a Igreja.”


📜 3. Calvino: “Cristo, e não o Papa, é o Cabeça”

João Calvino, em sua obra As Institutas da Religião Cristã, afirmou:

“Chamamos de Anticristo o Papa, não por um impulso leviano, mas por razões evidentes. Ele se opõe à doutrina de Cristo, usurpa Sua autoridade e perverte o Evangelho.”

Para Calvino, o papado era um desvio eclesiástico histórico e uma negação prática da supremacia de Cristo.


🗡️ 4. Outras vozes da Reforma

  • John Wycliffe (século XIV): Chamado de “Estrela da Manhã da Reforma”, traduziu a Bíblia para o inglês e chamou o Papa de “orgulho anticristão de Roma”.

  • Jan Hus: Mártir reformador da Boêmia, queimado vivo por se opor à infalibilidade papal e defender a autoridade das Escrituras.

  • Batistas primitivos: Desde a Confissão de Londres (1689) até a Filadélfia (1743), o papado foi identificado como o homem do pecado e o filho da perdição (2 Tessalonicenses 2:3-4).


📖 5. A Bíblia responde: Cristo é o único Cabeça

“E Ele é a cabeça do corpo, da igreja...”
(Colossenses 1:18)

“Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”
(1 Timóteo 2:5)

A Escritura nunca ensina sucessão apostólica papal, nem infalibilidade humana. Ao contrário, ela exalta Cristo como Supremo Pastor (1 Pedro 5:4) e o Espírito Santo como único Vicário (João 14:26).


📚 Fontes Históricas e Acadêmicas:

  • Martinho Lutero. As 95 Teses; Artigos de Esmalcalde

  • João Calvino. As Institutas da Religião Cristã, Vol. 4

  • Justo L. González. A Era dos Reformadores, Vida Nova

  • B. H. Carroll. Batistas e Suas Doutrinas

  • Philip Schaff. History of the Christian Church, Vol. VII


✍️ Destaques para citação no blog:

“A Reforma não atacou apenas erros morais, mas o próprio trono do Papa.”

“Cristo é o único Cabeça da Igreja. O papado é uma usurpação espiritual e histórica.”

“A Igreja Reformada nasceu do retorno à Escritura, e da rejeição ao domínio humano sobre a fé.”